domingo, 15 de setembro de 2019

Motivo de Amor

Qual é o seu motivo de amor? Em que lugar sua alma descansa? Aquele lugar único e solitário, mas que te traz a maior paz e a maior alegria? Eu sei que não é fácil achá-lo. O amor requer trabalho duro, solidão, suor e lágrimas, mas te aquece a alma nos recantos mais profundos do ser.
Eu achei o meu recentemente. Hoje, na verdade. E Deus, como é sagrada a solidão do amor quando ele está no lugar certo, quando ele está sendo dado da forma certa. Amor é entrega, é doação, é força e vida. E esse lugar nunca é fácil de achar. Existe um perto dele que é muito parecido, mas é seu exato oposto: a paixão. Essa sim é perigosa, porque não descansa a alma, cega por um desejo.
Não é meu caso. Eu sou um guaxinim, mas um guaxinim que sabe o que quer. Tô velha pra jogos de coração e pra fingir que não quero ou não sinto alguma coisa. Sinto e sinto demais. Quente ou frio, porque morno te vomito. E eu definitivamente não sou mulher de frio.
Falei, falei e não disse o principal: qual meu motivo de amor. Acreditem, nobres leitores: meu motivo de amor é uma capivara.
Mas não é uma capivara qualquer. Ela é A capivara. É aquela mulher que não é só linda ou inteligente ou dona de um sorriso único. Ela é aquele santo cansaço de dever cumprido, de abraço da saudade, de escolha consciente de amor profundo. Ela é a minha capivara. E esse pequeno guaxinim não é o guaxinim de todos: só das pessoas mais íntimas e ninguém é mais íntimo do guaxinim que A capivara. A ela sempre amarei. Eu na verdade já amava. Só não sabia disso... Precisei sentir falta pra entender.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Furacão Manu, brisa da vida.

Não me canso dessa galera que mete o pé na porta da nossa vida. Acho digno quem chega causando na minha vida. Essa gente me fascina, me lembra o quanto eu mesma sou filha do trovão e da ventania. E parece que o CEV é o olho desse furacão, porque não cansa de me apresentar tempestades, ventanias e belos furacões.
Depois das poderosas Nay e Tati me mostrarem que limites existem pra serem superados eu conheci o Furacão Manu. Sabe aquela pessoa que não te dá tempo de lembrar da sua ansiedade, que te faz esquecer o quão difícil está sua vida e sua mente? Sabe aquela pessoa que te faz rir, mas que te faz calar quando solta o vozeirão? Então...
Divertida, inteligente, mulherão, voz potente e ainda manda medalhões da MPB à merda. Mesmo que mentalmente. É, definitivamente 2018 tem sido um ano de surpresas, limites e por que não desafios? Perde-se um suspiro de admiração, mas uma coisa é fato: eu ainda vou fazer um dueto com essa fera.
Santa Bárbara tem uma representante e tanto por aqui.

Irmãos de alma

Não canso de dizer que esse ano tem sido muito difícil pra mim. O preço da alma é a fé, o preço do barulho é o silêncio e o preço da ansiedade é a luta. Acontece que ainda tá pra existir desafio que eu não aceite e subir num palco pela segunda vez na minha vida foi um desses desafios.
O maior desafio do ano foi realmente me convencer de que sou capaz de fazer alguma coisa. Não por incapacidade, mas pela insegurança. Acontece que tem tem família tem tudo. E pensa numa família grande, cheia de amores, cheia de esperança. Cheia de caminhos.
Caminhos da Esperança, caminhos da paz, do suor, das lágrimas, da luta. Caminhos da força, caminhos da amizade, da fraternidade.
Amigos, irmãos de alma e pessoas que me sustentam e aos quais eu sustento sempre que precisarem. É o que fazem os amigos. É como se percorrem os caminhos. Acho que esse é o preço da amizade. E eu pago com muito orgulho. CEV 2019 é questão de tempo.

A imagem pode conter: 10 pessoas, incluindo Mi Agra De Maria, pessoas sorrindo, pessoas em pé

sábado, 9 de dezembro de 2017

Irmãos de Sangue

Sou fascinada por inesperados. O jornalismo me permite transbordar a alma em palavras. Alguém perguntou-me como eu faço isso. Não sei, a coisa vem pronta, só tenho o dever de corrigir.
Ganhei irmãos e irmãs. Gente que tem na sacralidade da alma a força da vida, mas também é gente que erra. Gente de raça. O Tempo, senhor da serenidade, não nos permite congelar nos momentos de paz, porque também teríamos que parar no momento da dor.
Esses irmãos me tiraram do silêncio profundo da dor para a paz barulhenta de uma mesa cheia de vozes e alegrias.
Axé e Amém. Que venham mais mesas.

Roda Mundo, Roda Pião

Reconstrução é a palavra que define 2017. Não é fácil dar uma segunda chance a uma alguma coisa que já foi delicada e estressante, mas ter um sorriso acolhedor, uma risada amiga e alguém que te olhe com o filtro da fé e da fraternidade é um bálsamo. Irmãos de sangue, no sangue puro do Cordeiro. Gente que entrou na minha vida metendo o pé na porta. Movimentos da alma sim, mas com a leveza da brisa matinal é com a força de um búfalo. A gratidão? Essa vem na minha lágrima. Bônus do amor recebido.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Tempestades

Gosto dessa gente que chega metendo o pé na porta da nossa vida, mostrando a que veio e se mostrando plena, poderosa e - acima de tudo - amiga. Gente assim me fascina, me encanta e me tira o melhor de mim mesma. Sim, estou falando do CEV de novo, mas e daí? Parte do meu ofício é contar o que o dia-a-dia tem de tão interessante. Esse é um dos bons momentos do jornalismo: enxergar as maravilhas em coisas simples.
A Tatiana e a Nayana são dessas. Chegam poderosas como o furacão, mas têm a fala doce como a brisa. Gosto de gente assim... Sou filha do Trovão e do Vento e me encanto com movimentos intensos, com gente que me tira dos meus mornos.
Elas não admitem menos do que perfeição. É na perfeição que mora o reconhecimento e a certeza do dever cumprido. A tempestade é minha zona de conforto... Como boa filha do Trovão, não tenho medo de barulho, mas de calmaria.
Experimenta dar menos do que o seu máximo pra você ver se a brisa fresca da manhã não vira um furacão poderoso? Agora experimenta pedir socorro em um momento difícil ou de dúvida pra ver se o mesmo furação não ajuda a limpar a bagunça?
O trem da vida tem muitos vagões e como elas são dessas que metem o pé na porta e saem entrando, pularam pra dentro do vagão das minhas eternidades. Quero essa gente na minha vida pra sempre. E mais um pouco, se não for pedir muito.

Um carrossel visceral

Combustível de jornalista é paixão e combustível de artista é desafio. Vivi dias em que a minha paixão e minha arte foram testadas ao limite. E também meus medos. Cicatrizes na alma, marcas da eternidade que me levaram a ser a artista que eu sou hoje, que me moldaram a vida e o caráter.
A minha fé em Deus é inabalável, mas os meus limites não. Quando rompi com a Igreja Católica rompi também com muitos de seus membros. Eu realmente não precisava de ninguém me julgando segundo sua própria fé. Acontece que só sabe pra onde vai aquele que sabe de onde veio, por isso as minhas bases de fé mantiveram-se forte e minhas preferências musicais também.
Eu fiz uma promessa no ano de 1995 e ontem, 22 anos depois consegui cumprí-la: prometi que daria o meu melhor à dona daquela voz que me acompanhou em momentos de dor e solidão e que quando tivesse oportunidade daria minha alma naquilo que me fosse exigido.
Suavidade e firmeza: tá aí duas palavras que cabem perfeitamente na descrição da valente Ziza e do CEV. Essa gente te exige à perfeição, mas te devolve o melhor que existe em você. Se eu pensei em desistir? Várias vezes, mas os meus queridos me mantinha em pé. Tinha prometido dar meu melhor a ela e assim eu o faria. Recebi mais do que as minhas palavras podem expressar. Ganhei amigos, ganhei irmãos: irmãos de fé, irmãos de sangue, no Sangue do Cordeiro. Ontem percebi que mais do que aquela fita, agora eu tenho uma família... A toda família CEV meu melhor axé, meu melhor saravá. Vocês receberão em dobro todo bem que foi desejado.
A você, Ziza, meu mais do que obrigada: minha percussão, minhas mãos e meu serviço.